Maquiagem

A beleza de Gabi Back… Nela mesma!

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Fotos: Marina Lomar

Fotos: Marina Lomar

A ideia e a vontade de casar aumentava a cada sábado. Emocionada com a noiva que tinha acabado de produzir, a maquiadora Gabi Back chegava em casa e dizia: ah, Nuno, vamos casar! Foi assim que surgiu a ideia de comemorar uma década de união. “Nunca quis algo na igreja ou formal. Sempre pensava mais nos detalhes da festa do que da cerimônia. Acho que por estarmos juntos há dez anos, ter o Théo (filho), que é uma megaconcretização de um casamento, queríamos mesmo comemorar” conta Gabi. Mas como é a beleza de quem trabalha com beleza? É fácil escolher o vestido estando em meio a tantas referências, vendo pelo menos um modelo novo por semana? Gabi casou de unhas e batom vermelhos. O vestido era curto e as sandálias “normais”.  Aqui ela conta a experiência de seu grande dia e esbanja estilo nas fotos incríveis de Marina Lomar.

“Cortei meu cabelo bem curto, como eu amo. Aí só  fiz umas ondulações na franja pra dar um ar retrô. Por incrível que pareça, ao contrário das noivas “normais”, eu não tinha ideia da minha maquiagem até começar a fazer. Por via das dúvidas, levei minha mala com todo meu material paro o hotel. Uso muito batom vermelho no dia a dia, e acho que fica bem com a minha pele clara. Mas também adoro um olhão preto. No fim, optei pelo batom supervermelho e olho mais leve, com côncavo marcado, pálpebra iluminada, bem delineado e um megacílio. Fui na linha retrô, adoro!

Mas não é qualquer noiva que pode usar batom vermelho. Primeiro, ela precisa se sentir muito confortável com a boca vermelha, não pode ficar insegura de forma alguma! Segundo, o formato da boca é muito importante: muito pequena ou grande demais pode não ficar bem. É preciso ter bom senso.

Amo unha vermelha. Jamais pintei de clarinho e não seria no meu casamento que eu faria isso! Mas claro que tudo isso é muito pessoal, o importante é a noiva se sentir linda e bem no seu dia!

Como trabalho com beleza, procuro ter a pele bonita, sempre faço tratamentos. Além de ter a pele muito branca, que é mais sensível, sou uma mulher de praticamente 40 anos hahaha

Na verdade eu sabia que queria um vestido curto e tinha uma referência da parte de cima de um vestido Chanel que amava! Falei com a Carol Hungria, marcamos um almoço, e mostrei a referência. Fomos ao atelier, ela desenhou exatamente o que eu queria e foi isso. Tudo em questão de duas, três horas! Simples assim! rsrsrs

Até pensei em eu mesma fazer o acessório de cabelo, queria algo com penas pra usar na lateral do cabelo. Mas aí a Bárbara Heliodora, que tem vários acessórios dela lá no meu atelier, fez pra mim. Nunca pensei em usar véu! Talvez voilete, mas nunca um véu grande. Acho lindo quando a noiva casa numa igreja, com um supercorredor, mas não tem nada a ver comigo!

Eu já tinha comprado o meu sapato há um bom tempo, nem imaginava que seria o do meu casamento! Quando fui provar o vestido, percebi que tinha que usar nos pés algo mais rock and roll, já que não queria ser uma noiva muito tradicional e usar um “sapato de noiva”. Experimentei e ficou lindo!

Quando uso salto, o Nuno fica mais baixo que eu, pois temos exatamente a mesma altura. Ele nunca se importou com isso, pelo contrário, me acha linda, “mulherão”! E eu adoro um salto!  Como não usar? Acho que as noivas devem súper usar salto, mesmo ficando mais altas que os noivos. A postura fica linda e elegante! Claro que se isso for um incômodo para ele, é preciso repensar, mas acho que vale convencê-lo rsrsrs

Não queria buquê, aí Shirley Yanes, fez um liiiiiiiiindo, todo diferente, que amei!”

Marina Lomar ® Marina Lomar ® Marina Lomar ®

 

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Quem fez o que:
Vestido: Carol Hungria
Acessório cabelo: Bárbara Heliodora
Beleza: Gabi Back
Buquê: Shirley Yanez
Sapato: Schutz
Fotos: Marina Lomar

 

 

 

 

 

 

Entrevista que escrevi para a edição 30 da revista Noivas Rio de Janeiro,
Matéria original aqui.

Tisa Jaques é jornalista e produtora de moda. Escreve sobre casamentos desde 2008. Costuma brincar que a sua missão é não deixar as noivas perdidas na linha tênue entre o brega e o chique.

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